EVODUXProdutos de inteligência para custos assistenciais
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar

Artroplastia total do quadril

EVX-ORT-ATQ-01-CPH · versão 2.1 · data-base out/2026 · produto licenciado

Análise de custos
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar · Ortopedia
Artroplastia total do quadril
Custo do procedimento sob a perspectiva do hospital: quanto custa realizar a artroplastia total primária do quadril com prótese não cimentada, qual preço cobre esse custo com a margem desejada e quanto ele gera hoje em conta aberta.
Artroplastia total do quadril
Código EvoduxEVX-ORT-ATQ-01-CPH
Versão2.1
Data-baseOut/2026
Próxima atualizaçãoAbr/2027

Leitura econômica do procedimento

Resumo do produto

ElementoReferência do produto
O que é o produtoCusto de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital
Base técnicaBase técnica Evodux de artroplastia total do quadril · versão 2.1 · data-base out/2026
ProcedimentoArtroplastia total primária unilateral do quadril, eletiva, por via posterior, com prótese não cimentada
Código TUSS30724058 · Artroplastia (qualquer técnica ou versão de quadril), tratamento cirúrgico
EspecialidadeOrtopedia e traumatologia
Escopo hospitalarComponente hospitalar do episódio, com OPME incluída
Honorários médicosNão incluídos no custo hospitalar (cirurgião ortopedista, auxiliares e anestesiologista)
Preço de referência EvoduxR$ 37.965,11 (apartamento standard) · R$ 34.534,22 (enfermaria)
Permanência2 diárias de acomodação, alta prevista em até 48 horas da admissão; UTI não programada
OPME principalConjunto de prótese total primária não cimentada: componente acetabular poroso, 2 parafusos, liner XLPE, cabeça cerâmica 32 mm e haste femoral (R$ 23.453,53)
Código e data-baseEVX-ORT-ATQ-01-CPH · versão 2.1 · data-base out/2026
Escopo do produto
Componente hospitalar do episódio, com OPME incluída. Honorários do cirurgião ortopedista, dos auxiliares e do anestesiologista não integram o custo hospitalar. Exames e consultas antes da internação, reabilitação após a alta, curativos e retornos após a alta e medicamentos de uso domiciliar ficam fora deste custo. Código TUSS: 30724058.

Como utilizar este produto

Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.

01Confirmar o caso índice

Verifique se os pacientes do hospital correspondem à artroplastia total primária, unilateral e eletiva do quadril, com prótese não cimentada, sem UTI programada e com alta em até 48 horas, que serve de referência ao custo.

02Revisar protocolo e custo

Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.

03Custear a estrutura

Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.

04Precificar o procedimento

Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.

05Medir a operação atual

Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.

06Avaliar propostas e acompanhar

Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.

Quatro grandezas que o produto nunca mistura
Faturamento é o que o hospital cobra. Receita líquida é o que efetivamente recebe depois de glosas e ajustes. Custo é o valor dos recursos consumidos para realizar o procedimento. Resultado é a receita líquida menos tributos, encargos incidentes e custo. A conta hospitalar não é custo e o preço negociado não é custo.

Origem de cada informação

Dado EvoduxDado do hospitalConta importadaCalculadoBenchmark

Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.

Caso índice clínico

Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.

TUSS30724058
AnestesiaRaquianestesia com sedação
TécnicaATQ primária · via posterior · não cimentada
Permanência2 diárias · sem UTI
PremissaCaso índice Evodux
Paciente de referênciaAdulto; sexo masculino utilizado exclusivamente como referência de modelagem; ASA I ou II
Peso / altura / IMC70 kg / 1,75 m / 22,9 kg/m²
Condição clínicaDoença degenerativa do quadril com indicação de artroplastia total primária; procedimento eletivo; paciente clinicamente estável
ComorbidadesSem comorbidade relevante capaz de modificar materialmente a jornada-base; sem uso prévio de anticoagulante; sem disfunção renal ou hepática relevante
ProcedimentoArtroplastia total primária unilateral do quadril, eletiva, por via posterior, com reparo da cápsula posterior e dos rotadores externos [C1][P4]
Código de referênciaTUSS 30724058 · Artroplastia (qualquer técnica ou versão de quadril), tratamento cirúrgico
Técnica anestésicaAnestesia neuraxial como técnica de referência quando clinicamente adequada [A3]: raquianestesia com bupivacaína hiperbárica por agulha 25G ponta de lápis e sedação venosa titulada (fármaco, agulha e sedação são premissas de modelagem); anestesia geral permanece alternativa conforme avaliação anestésica
Técnica do procedimentoDecúbito lateral; via posterior; osteotomia do colo femoral; fresagem acetabular e implantação de componente acetabular não cimentado com até 2 parafusos; liner de polietileno altamente reticulado; preparo femoral com raspas e haste não cimentada; cabeça cerâmica de 32 mm; reparo capsular [C1]; fechamento por planos, sem dreno. Fixação não cimentada e par tribológico são premissas de modelagem, sem fonte específica no produto; a via posterior está entre as vias consideradas pela diretriz [P4] e a ausência de dreno de rotina segue a recomendação de recuperação acelerada [P1]. A decisão de via, implante, tamanho, offset e par tribológico permanece do cirurgião.
Profilaxia antibióticaCefazolina 2 g por via venosa em dose única, até 60 minutos antes da incisão [A4][C2]
Conservação sanguíneaÁcido tranexâmico venoso [P1][P4]; esquema de 1 g antes da incisão e 1 g no fechamento adotado como premissa de modelagem. A dose tópica associada prevista pela diretriz NICE não está incluída na configuração precificada
Prevenção de tromboembolismoProfilaxia mecânica e farmacológica conforme a política local [P1]: meia antiembolia, deambulação precoce e anticoagulante [P3]. Rivaroxabana 10 mg uma vez ao dia é premissa de modelagem, com a primeira dose após a cirurgia respeitando o intervalo da punção neuraxial [A6]
OPME1 conjunto de prótese total primária não cimentada: componente acetabular poroso, até 2 parafusos acetabulares, liner XLPE, cabeça femoral cerâmica 32 mm e haste femoral não cimentada
UTINão programada; zero diária de UTI no caso índice
Permanência prevista2 diárias em apartamento standard (ou enfermaria), com alta em até 48 horas da admissão
Regra do caso índice
O caso índice norteia o dimensionamento técnico e econômico. Fixação, par tribológico e quantidades são premissas de modelagem, não indicação clínica. Ajustes por anatomia, qualidade óssea, risco tromboembólico, alergia e protocolo institucional seguem responsabilidade assistencial.

Jornada e permanência do caso índice

EtapaCaso índice Evodux
AdmissãoNo dia da cirurgia, em jejum conforme o protocolo anestésico [A2], com exames e avaliação pré-anestésica prévios fora deste custo. Rastreio e descolonização de S. aureus, quando adotados pela instituição, ocorrem antes da internação e ficam fora deste custo [C2]
Sala cirúrgicaAté 2,5 horas, da entrada na sala à saída: raquianestesia e sedação, posicionamento em decúbito lateral, antissepsia, artroplastia, fechamento e curativo
Recuperação (RPA)Até 2 horas após a cirurgia, com monitorização até a regressão do bloqueio e os critérios institucionais de alta da recuperação
Unidade de internaçãoApartamento standard ou enfermaria: analgesia multimodal [P2], profilaxia de náusea, profilaxia de tromboembolismo [P3], mobilização precoce [P1] com fisioterapia a partir do dia da cirurgia, quando possível [P4], hemograma e radiografia pós-operatórios
UTINão programada. Transferência somente por intercorrência (instabilidade hemodinâmica, sangramento, evento cardiorrespiratório ou tromboembólico), tratada como evento fora do caso índice
AltaPremissa de custeio: alta em até 48 horas da admissão. A decisão de alta é do médico assistente; critérios clínicos de referência: dor controlada por analgesia oral, deambulação segura com auxílio, ferida sem sangramento ativo, sem sinais de complicação, aceitando dieta e com diurese espontânea, com orientações e retorno ambulatorial (critérios sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico). Tempo de sala, recuperação e diárias são premissas econômicas, não critérios de alta.
Total do episódio2 diárias de acomodação · 0 diária de UTI · 2,5 horas de sala · 2 horas de recuperação
Por que sem UTI e com 2 diárias
A artroplastia total primária eletiva em paciente sem comorbidade relevante é organizada em programa de recuperação acelerada, com mobilização precoce [P1]. Duas diárias de acomodação e ausência de UTI programada são premissas de modelagem do caso índice, sem fonte específica no produto. UTI planejada, revisão, bilateralidade, fratura ou permanência prevista maior caracterizam outra jornada e exigem reclassificação.

Como o caso índice deve ser usado

O caso índice é a referência do custo deste produto: artroplastia total primária, unilateral e eletiva do quadril, com prótese não cimentada e par cerâmica em polietileno altamente reticulado, em paciente sem comorbidade relevante, sem UTI programada e com permanência de até duas diárias. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.

Artroplastia de revisão, conversão de artroplastia parcial ou de osteossíntese, artroplastia bilateral, artroplastia por fratura do colo femoral, prótese cimentada ou híbrida, dupla mobilidade, par cerâmica em cerâmica, enxerto ósseo ou reconstrução acetabular, UTI programada ou permanência prevista acima de duas diárias descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.

Regra de uso
Usar o custo e o preço deste produto somente para episódios que correspondam ao caso índice. Episódios de outra natureza exigem o custo do procedimento correspondente.

Protocolo anestésico

Raquianestesia com sedação do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.

AnestesiaRaquianestesia · bupivacaína hiperbárica · sedação venosa
O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Avaliação e preparaçãoConfirmar o enquadramento no caso índice, o jejum e o plano anestésico; puncionar acesso venoso periférico.Avaliação antes da anestesia, cateter venoso 20G e equipo. Jejum conforme a diretriz da ASA, com líquidos claros com carboidrato até 2 horas antes em adultos saudáveis [A2].
MonitorizaçãoMonitorar oxigenação, ventilação e circulação durante toda a anestesia e a temperatura, pela variação prevista nesta cirurgia [A1].Cardioscopia, oximetria de pulso, pressão não invasiva e temperatura. Oxigênio por cateter nasal durante a sedação. A capnografia de amostragem lateral, quando usada, e o sensor de temperatura estão presumidos na estrutura da sala, a confirmar pelo hospital.
Prevenção de hipotermiaAquecer ativamente o paciente durante o procedimento e monitorar a temperatura.Manta térmica descartável para aquecimento por ar forçado. Normotermia perioperatória [C2]; monitorização da temperatura [A1]. O dispositivo de aquecimento é premissa de custeio, a confirmar pela instituição. O corrigendum de 2020 do consenso ERAS retirou a não recomendação do aquecimento por ar forçado; permanece a recomendação de manter normotermia por aquecimento ativo [P1].
RaquianestesiaPosicionar, realizar antissepsia e puncionar o espaço subaracnóideo com agulha de ponta de lápis; injetar anestésico local hiperbárico.Agulha 25G ponta de lápis, bupivacaína hiperbárica 0,5% (uma ampola de 4 mL por paciente; a dose administrada é definida pelo anestesiologista), luva estéril e clorexidina alcoólica. Anestesia neuraxial como técnica de referência [A3].
SedaçãoTitular sedação venosa para conforto durante o procedimento.Midazolam, propofol e fentanila em doses tituladas pelo anestesiologista.
Profilaxia antibióticaAdministrar cefazolina 2 g por via venosa em até 60 minutos antes da incisão.Cefazolina 1 g, 2 frascos, precificados no protocolo do procedimento [A4].
Profilaxia de náusea e vômitoAssociar antieméticos de classes diferentes (profilaxia multimodal) conforme o risco do paciente.Dexametasona e ondansetrona [A5][P1]. A dexametasona também integra a analgesia multimodal [P2].
Hipotensão após o bloqueioTratar hipotensão arterial associada ao bloqueio neuraxial, quando presente.Efedrina, uso condicional; uma ampola como premissa econômica, sem fonte específica no produto.
HidrataçãoManter reposição volêmica durante a cirurgia, evitando hiper e hipo-hidratação [P1].Ringer com lactato, 3 frascos de 500 mL como premissa econômica.
Configuração de referência
Técnica de referência do protocolo: raquianestesia com bupivacaína hiperbárica e sedação venosa titulada. Anestesia geral, bloqueios de nervos periféricos e morfina por via subaracnóidea não fazem parte da configuração precificada.

Suporte ao procedimento

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Conservação sanguíneaAdministrar ácido tranexâmico venoso antes da incisão e no fechamento.Ácido tranexâmico, precificado no protocolo do procedimento [P1][P4]. O esquema de doses é premissa de modelagem.
Fim do procedimento e transferênciaRevisar a analgesia, conferir a regressão inicial do bloqueio e transferir o paciente para a recuperação.Seringas e agulhas de preparo.
Regra de modelagem
As quantidades de medicamentos e materiais utilizadas na precificação representam premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.

Precificação do protocolo anestésico

Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos da raquianestesia e da sedação
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Profilaxias, suporte e hidratação
Acesso venoso, monitorização e aquecimento
Punção raquidiana, preparo e administraçãoAbertura item a item
Subtotal protocolo anestésico
Fonte econômica
Seringas e agulhas estão abertas por apresentação e quantidade. Bupivacaína, propofol e demais medicamentos estão na embalagem de aquisição. Bupivacaína hiperbárica, fentanila, efedrina, agulha de raquianestesia e sensor de oximetria mantêm o valor de referência da versão 1.0 (data-base set/2026), sem atualização nesta data-base. Honorários do anestesiologista não integram o subtotal.

Referências bibliográficas do protocolo anestésico

Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; aprovado em 1986, última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (padrão de prática da ASA), texto integral conferido. Standard II: avaliação contínua de oxigenação, ventilação, circulação e temperatura em toda anestesia, inclusive anestesia regional e sedação; oximetria, ECG contínuo e pressão arterial ao menos a cada 5 minutos. A monitorização da temperatura é exigida quando houver alteração pretendida, prevista ou suspeita. Norma norte-americana; a referência normativa brasileira (Resolução CFM 2.174/2017) não foi conferida nesta versão. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA, atualização modular por revisão sistemática), texto integral conferido. Sustenta a ingestão de líquido claro com carboidrato até 2 horas antes de procedimento eletivo em adultos saudáveis (recomendação forte, evidência moderada). Não se aplica de forma universal: diabetes, obesidade, gastroparesia, uso de opioide e urgência exigem julgamento clínico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Memtsoudis SG, Cozowicz C, Bekeris J, et al. Anaesthetic care of patients undergoing primary hip and knee arthroplasty: consensus recommendations from the International Consensus on Anaesthesia-Related Outcomes after Surgery group (ICAROS) based on a systematic review and meta-analysis. Br J Anaesth. 2019;123(3):269-287. doi:10.1016/j.bja.2019.05.042. PMID: 31351590.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas baseado em revisão sistemática e metanálise. Sustenta a anestesia neuraxial como técnica principal na artroplastia primária do quadril, na ausência de contraindicação (recomendação forte, evidência baixa a moderada). Conteúdo conferido por fonte secundária e metadados; texto integral não acessado nesta versão. Não define o anestésico local, a dose nem o tipo de sedação. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31351590/
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA), texto integral conferido. Tabela 2: cefazolina recomendada na artroplastia total (força de evidência A). Tabela 1: 2 g para adulto, 3 g a partir de 120 kg; início até 60 minutos antes da incisão; redose em 4 horas ou com perda sanguínea acima de 1.500 mL; dose única ou duração inferior a 24 horas. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Gan TJ, Jin Z, Ayad S, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. PMID: 41237407. Publicação online: 14 de novembro de 2025.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas atualizado. Metadados e trechos públicos do resumo executivo consultados; suplemento integral não acessado. Orienta avaliação de risco, mitigação e profilaxia multimodal de náusea e vômito. Na falha da profilaxia, o resgate deve utilizar classe farmacológica diferente das já administradas. Seleção, dose e momento seguem avaliação anestésica e protocolo institucional. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41237407/
A6
Kopp SL, Vandermeulen E, McBane RD, Perlas A, Leffert L, Horlocker T. Regional anesthesia in the patient receiving antithrombotic or thrombolytic therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Evidence-Based Guidelines (fifth edition). Reg Anesth Pain Med. 2025:rapm-2024-105766. doi:10.1136/rapm-2024-105766. PMID: 39880411.
Aplicação: Tipo: diretriz baseada em evidências (ASRA), quinta edição, que substitui a de 2018. Conferido pelo resumo e por fonte secundária da ASRA: intervalos conservadores entre anticoagulante e bloqueio neuraxial, com doses descritas como baixa ou alta. O intervalo entre a punção e a primeira dose pós-operatória de rivaroxabana não foi conferido no texto integral e deve ser definido pelo responsável técnico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39880411/

Configuração anestésica e aderência bibliográfica

Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.

Configuração precificada
Versão-base: raquianestesia com bupivacaína hiperbárica por agulha 25G ponta de lápis, sedação com midazolam, propofol e fentanila, aquecimento ativo, profilaxia de náusea com dexametasona e ondansetrona, efedrina condicional e hidratação com Ringer com lactato. A escolha definitiva segue avaliação individual e protocolo institucional.
Aderência bibliográfica / componentes não incluídos
A raquianestesia como técnica principal segue o consenso ICAROS [A3]. A monitorização segue a norma da ASA [A1] e a normotermia, o compêndio de prevenção de infecção [C2]. A profilaxia multimodal de náusea e vômito [A5][P1] e a dexametasona em dose única [P2] integram a configuração. A diretriz PROSPECT 2026 [P2] recomenda bloqueio da fáscia ilíaca supra-inguinal ou PENG e considera a infiltração local; a diretriz NICE [P4] associa a anestesia à infiltração local. Bloqueio de nervo periférico, infiltração local, morfina por via subaracnóidea e anestesia geral não fazem parte da configuração precificada: a inclusão é decisão clínica do responsável técnico e exige custeio no protocolo institucional.
Regra para customização
Inclusão de recurso anestésico adicional, como bloqueio de nervo periférico guiado por ultrassom, morfina por via subaracnóidea ou anestesia geral, exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação, no protocolo institucional.

Protocolo do procedimento

Artroplastia total primária do quadril do caso índice descrita pelo que será feito, como e com quais recursos.

TécnicaVia posterior · prótese não cimentada · cabeça cerâmica 32 mm

Preparo, antissepsia e campos

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
PosicionamentoPosicionar o paciente em decúbito lateral, com apoios pélvicos e proteção das proeminências ósseas.Placa dispersiva do bisturi elétrico. Posicionadores reutilizáveis da estrutura da sala.
Remoção de pelosRemover pelos somente quando necessário, com tricotomizador elétrico, sem lâmina de barbear.Lâmina descartável de tricotomizador, uso condicional [C2].
AntissepsiaDegermar e aplicar antisséptico alcoólico no quadril e no membro inferior.Clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5% [C2]. A concentração alcoólica adotada é premissa de modelagem; validar com o controle de infecção.
Campos e paramentaçãoDegermar as mãos, paramentar a equipe e montar o campo estéril com cobertura do membro.Escovas de degermação, aventais, luvas, campos estéreis e malha tubular ortopédica.
Profilaxia e conservação sanguíneaConfirmar a cefazolina antes da incisão e administrar a primeira dose de ácido tranexâmico.Cefazolina 2 g [A4][C2]; ácido tranexâmico 1 g, premissa de modelagem [P4].

Acesso, preparo acetabular e femoral

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Acesso posteriorIncisar a pele, abrir a fáscia, liberar os rotadores externos e a cápsula posterior, preservando-os para o reparo [C1].Lâmina de bisturi nº 23, caneta de eletrocautério, compressas, gaze e aspiração.
Luxação e osteotomiaLuxar o quadril e realizar a osteotomia do colo femoral conforme o planejamento.Lâmina de serra oscilante e instrumental reutilizável.
Preparo e implantação acetabularFresar o acetábulo progressivamente, impactar o componente acetabular não cimentado e fixar com parafusos quando necessário; acoplar o liner.Componente acetabular poroso, até 2 parafusos e liner XLPE.
Preparo femoral e provasAbrir o canal femoral, preparar com raspas e realizar redução de prova, avaliando estabilidade, comprimento e offset.Raspas, componentes de prova e instrumental reutilizável.
Implantação definitivaInserir a haste não cimentada e a cabeça cerâmica, reduzir o quadril e confirmar a estabilidade.Haste femoral não cimentada e cabeça cerâmica 32 mm.

Reparo, fechamento e curativo

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Irrigação e hemostasiaIrrigar o campo, revisar a hemostasia e administrar a segunda dose de ácido tranexâmico.Soro fisiológico 0,9%, aspiração e eletrocautério; ácido tranexâmico 1 g, premissa de modelagem [P4].
Reparo posteriorReparar a cápsula posterior e os rotadores externos [C1].Fio poliglactina 910 nº 1. O fio adotado é premissa de modelagem.
Fechamento por planosFechar fáscia, subcutâneo e pele, sem dreno.Poliglactina 910 nº 1, fio absorvível trançado 2-0 e náilon 3-0. Sem dreno de rotina [P1].
Curativo e transferênciaAplicar curativo estéril e enfaixamento e transferir o paciente para a recuperação.Curativo de espuma com borda de silicone e atadura de crepe.
Segurança e rastreabilidade do implante
Antes da implantação, conferir lateralidade, tamanho, compatibilidade entre componentes, validade, integridade da embalagem e esterilidade, e registrar no prontuário as etiquetas de lote e número de série de cada componente. A diferença de utilização em relação ao protocolo é dado econômico, não julgamento assistencial.

Precificação do protocolo do procedimento

Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos e soluções do procedimentoParte 1 de 3
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Preparo, paramentação, campos e materiais cirúrgicosParte 2 de 3
Fios de sutura e curativoParte 3 de 3
Subtotal protocolo do procedimento
Fonte econômica
Os componentes da prótese estão na OPME. Estrutura da sala cirúrgica, instrumental reutilizável, motor e serra, equipe operacional e equipamentos fixos aparecem em custos operacionais. Soro fisiológico 1.000 mL, cobertura estéril tubular do membro e poliglactina 910 nº 1 mantêm o valor de referência da versão 1.0 (data-base set/2026), sem atualização nesta data-base. A compressa cirúrgica é adquirida não estéril e processada na CME; o processamento está na estrutura hospitalar. Honorários do cirurgião e dos auxiliares não integram o subtotal.

Precificação da OPME

Configuração padrão do caso índice e regra econômica para variações.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

OPME padrão do caso índice
Subtotal OPME padrão
Dentro do custo padrão
  • Variação de marca na mesma categoria técnica
  • Tamanho, offset e comprimento de colo conforme o planejamento
  • Uso de nenhum, um ou dois parafusos acetabulares
Outra configuração: custear à parte
  • Componente de dupla mobilidade ou par cerâmica em cerâmica
  • Prótese cimentada ou híbrida, cimento ósseo e restritor
  • Componentes de revisão, hastes longas ou modulares especiais
  • Enxerto ósseo, anéis ou telas de reconstrução acetabular
  • Parafusos além de dois
Fonte econômica
Base Evodux; data-base da OPME preservada do produto EVX-ORT-ATQ-01. Cada componente é precificado por unidade e somado no conjunto padrão. Configuração superior deve ser custeada separadamente.

Composição detalhada da OPME padrão

ComponenteQtd.Especificação de referênciaLinha de custo
Componente acetabular não cimentado1Componente acetabular hemisférico de fixação biológica (press-fit), com superfície porosa, com orifícios para parafusos; diâmetro conforme o planejamento; registro na ANVISAComponente acetabular não cimentado poroso
Parafuso acetabular2Parafuso de esponjosa para fixação acetabular, comprimento conforme o planejamento; uso conforme a estabilidade obtidaParafuso acetabular de fixação
Liner acetabular1Inserto de polietileno altamente reticulado (XLPE), compatível com o componente acetabular e com a cabeça de 32 mmLiner de polietileno altamente reticulado (XLPE)
Cabeça femoral1Cabeça de cerâmica de 32 mm, cone 12/14, comprimento de colo conforme as provasCabeça femoral cerâmica 32 mm, cone 12/14
Haste femoral1Haste femoral primária não cimentada, de fixação biológica, tamanho e offset conforme o planejamentoHaste femoral primária não cimentada

Cada componente é uma linha de custo; o subtotal acima é o conjunto padrão do caso índice.

Como interpretar a OPME padrão

A configuração de OPME desta versão é a referência econômica do caso índice: prótese total primária não cimentada com componente acetabular poroso, liner de polietileno altamente reticulado, cabeça cerâmica de 32 mm e haste não cimentada. Essa combinação organiza a precificação do custo; não deve ser apresentada como marca obrigatória nem como recomendação clínica universal.

Variação de marca dentro da mesma categoria, de tamanho e de offset não altera o custo de referência de forma material. Dupla mobilidade, par cerâmica em cerâmica, configuração cimentada ou híbrida, componentes de revisão e materiais de reconstrução representam outra configuração e devem ser custeados à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente.

As referências do produto não definem marca, modelo, fixação ou par tribológico. Esta é a configuração Evodux adotada para modelagem técnico-econômica do caso índice; alternativas clinicamente adequadas podem ser avaliadas conforme equivalência e justificativa, com o custo recalculado no protocolo institucional.

Referências bibliográficas do protocolo do procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.

C1
Kwon MS, Kuskowski M, Mulhall KJ, Macaulay W, Brown TE, Saleh KJ. Does surgical approach affect total hip arthroplasty dislocation rates? Clin Orthop Relat Res. 2006;447:34-38. doi:10.1097/01.blo.0000218746.84494.df. PMID: 16741471.
Aplicação: Tipo: metanálise de estudos comparativos, conferida pelo resumo. Na via posterior, o reparo das partes moles associou-se a menor taxa de luxação (cerca de 0,49% com reparo e 4,46% sem reparo); com reparo, as taxas foram semelhantes às das vias anterolateral e lateral direta. Não estabelece superioridade da via posterior nem técnica ou fio de reparo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16741471/
C2
Calderwood MS, Anderson DJ, Bratzler DW, et al. Strategies to prevent surgical site infections in acute-care hospitals: 2022 update. Infect Control Hosp Epidemiol. 2023;44(5):695-720. doi:10.1017/ice.2023.67. PMID: 37137483.
Aplicação: Tipo: compêndio de recomendações de sociedades (SHEA, IDSA, APIC e outras), texto integral conferido. Práticas essenciais: interromper o antibiótico profilático após o fechamento; cefazolina 2 g até 120 kg e 3 g acima de 120 kg; descolonização de S. aureus antes de cirurgia ortopédica; remover pelos só quando necessário, fora da sala, com tricotomizador; antissepsia da pele com antisséptico em base alcoólica; manter normotermia perioperatória. Não exige um antisséptico específico. www.cambridge.org/core/journals/infection-control-and-hospital-epidemiology/article/strategies-to-prevent-surgical-site-infections-in-acutecare-hospitals-2022-update/2F824B9ADD6066B29F89C8A2A127A9DC

Protocolo pós-procedimento

O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Recuperação após a cirurgia (RPA)Manter monitorização até a regressão do bloqueio e os critérios institucionais de alta da recuperação; transferir para a unidade de internação.Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme rotina da recuperação pós-anestésica do hospital.
Analgesia multimodalManter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo e opioide apenas como resgate.Dipirona 1 g a cada 6 horas e cetoprofeno 100 mg venoso a cada 12 horas por 2 dias; tramadol como resgate. Analgesia multimodal com anti-inflamatório e opioide de resgate [P2]; a dipirona substitui o paracetamol como escolha da prática brasileira, sem fonte específica no produto.
Náusea e vômitoTratar náusea com antiemético de resgate, quando presente.Se ocorrer náusea ou vômito apesar da profilaxia, selecionar resgate de classe diferente das classes já utilizadas, segundo avaliação anestésica [A5]. A ondansetrona desta configuração é uma premissa econômica e não representa automaticamente o resgate apropriado após falha da ondansetrona profilática. A alternativa institucional deve ter apresentação, quantidade e custo definidos antes de considerar esse fluxo de resgate integralmente custeado. Esta indicação econômica não substitui nem restringe a decisão assistencial.
Hidratação e administração venosaManter acesso e diluir os medicamentos venosos até a aceitação da dieta.Soro fisiológico 0,9% 250 mL, equipos, seringas e agulhas.
Janela do caso índice
Recuperação de até 2 horas após a cirurgia e internação prevista de até 2 diárias. Permanência diferente altera o custo de internação e pode ser simulada em Cenários.

Internação, alta e continuidade assistencial

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Prevenção de tromboembolismoManter meia antiembolia, estimular deambulação precoce e iniciar rivaroxabana após a cirurgia, respeitando o intervalo da punção neuraxial.Profilaxia mecânica e farmacológica [P1][P3]: meia elástica antiembolia 7/8 e rivaroxabana 10 mg, 2 doses na internação, como premissa de modelagem; intervalo da punção conforme a diretriz de anestesia regional [A6]. A continuidade após a alta é prescrita pelo médico assistente e fica fora deste custo.
Mobilização e fisioterapiaIniciar a mobilização no dia da cirurgia e treinar marcha e transferências antes da alta.Fisioterapia hospitalar: mobilização o mais cedo possível [P1], no dia da cirurgia quando possível [P4]. Duas sessões como premissa de custeio.
Controle pós-operatórioRealizar hemograma e radiografia pós-operatória do quadril durante a internação.Hemograma completo e radiografia de bacia e quadril, uma vez cada. Premissa econômica de rotina institucional, sem fonte específica no produto.
DietaLiberar dieta assim que o paciente estiver acordado e sem náusea.Dieta hospitalar, incluída na diária da acomodação [P1].
Avaliação de altaVerificar dor, deambulação, ferida, sinais de complicação, aceitação da dieta e diurese, e entregar as orientações de alta.Avaliação e orientações de alta. Critérios clínicos sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico.
Continuidade após a altaOrientar precauções com o quadril, cuidados com a ferida, anticoagulação prescrita, reabilitação e retorno ambulatorial, fora deste custo hospitalar.Plano de alta e seguimento.
Limite financeiro
Medicamentos após a alta, reabilitação ambulatorial, curativos domiciliares, consultas e retornos ambulatoriais não integram este custo hospitalar.

Precificação do protocolo pós-procedimento

Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos da internaçãoParte 1 de 2
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Materiais, exames e fisioterapia da internaçãoParte 2 de 2
Subtotal protocolo pós-procedimento
Fonte econômica
Recuperação e acomodação são apresentadas separadamente como componentes de custo hospitalar. A dieta prescrita está incluída na diária da acomodação. Hemograma, radiografia e sessão de fisioterapia usam valor de referência de serviço externo como premissa de custeio, a substituir pelo custo interno do hospital.

Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.

P1
Wainwright TW, Gill M, McDonald DA, et al. Consensus statement for perioperative care in total hip replacement and total knee replacement surgery: Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) Society recommendations. Acta Orthop. 2020;91(1):3-19. doi:10.1080/17453674.2019.1683790. PMID: 31663402. Corrigendum: Wainwright TW, et al. Acta Orthop. 2020;91(3):363. doi:10.1080/17453674.2020.1724674.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com graduação GRADE (sociedade ERAS), texto integral conferido. Sustenta ácido tranexâmico para reduzir perda sanguínea e transfusão; profilaxia multimodal de náusea e vômito; analgesia multimodal com paracetamol e anti-inflamatório de rotina; fluidoterapia sem hiper ou hipo-hidratação e via oral precoce; normotermia por pré-aquecimento e aquecimento ativo intraoperatório (o corrigendum de 2020 retirou do texto original a não recomendação do aquecimento por ar forçado, que segue citado entre os métodos de conservação da temperatura); ausência de dreno de rotina; tromboprofilaxia mecânica e ou farmacológica conforme política local; mobilização o mais cedo possível; alta por critérios funcionais definidos pela equipe. Não define número de diárias nem exames pós-operatórios. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31663402/ · corrigendum: actaorthop.org/actao/article/download/1090/1376
P2
Carella M, Bugada D, Van de Velde M, et al.; PROSPECT Working Group of the European Society of Regional Anaesthesia and Pain Therapy. PROSPECT guideline for total hip arthroplasty: updated systematic review and procedure-specific postoperative pain management recommendations. Anaesthesia. 2026 (publicação online em 20 de julho de 2026). doi:10.1111/anae.70299. PMID: 42473710.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com recomendações procedimento-específicas (PROSPECT/ESRA), texto integral conferido; atualiza a diretriz de 2021 (Anaesthesia. 2021;76(8):1082-1097; PMID: 34015859). Sustenta paracetamol e anti-inflamatório não esteroidal ou inibidor de COX-2 em horário fixo, dexametasona venosa em dose única de até 10 mg e opioide somente como resgate. Recomenda também bloqueio da fáscia ilíaca supra-inguinal ou PENG e considera a infiltração local, não incluídos na configuração precificada. Não menciona dipirona. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42473710/
P3
Anderson DR, Morgano GP, Bennett C, et al. American Society of Hematology 2019 guidelines for management of venous thromboembolism: prevention of venous thromboembolism in surgical hospitalized patients. Blood Adv. 2019;3(23):3898-3944. doi:10.1182/bloodadvances.2019000975. PMID: 31794602.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASH, GRADE), conferida pelo resumo. Na artroplastia do quadril e do joelho, recomendações condicionais a favor de aspirina ou anticoagulante, incluindo anticoagulante oral direto. Preferência entre fármacos, associação com profilaxia mecânica e duração não foram conferidas no texto integral; a dose de 10 mg da rivaroxabana não vem desta diretriz. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31794602/
P4
National Institute for Health and Care Excellence. Joint replacement (primary): hip, knee and shoulder. NICE guideline NG157. London: NICE; 4 de junho de 2020 (alteração menor em dezembro de 2024).
Aplicação: Tipo: diretriz nacional (NICE), texto integral conferido. Recomendação 1.4.1: ácido tranexâmico venoso na artroplastia do quadril, com dose tópica associada quando não houver insuficiência renal (total de até 3 g); não fixa a dose venosa em gramas. Recomendação 1.8.1: considerar via posterior ou anterolateral. Recomendação 1.10.1: iniciar a reabilitação no dia da cirurgia, se possível, e no máximo em 24 horas. A recomendação 1.3.1 associa a anestesia, regional ou geral, à infiltração local, não incluída na configuração precificada. www.nice.org.uk/guidance/ng157

Custo do procedimento

Consolidação dos três protocolos precificados e da OPME, na referência Evodux e no custo do hospital.

Custo do procedimento
O que este valor representa
O custo do procedimento reúne os recursos assistenciais diretamente consumidos no caso índice. Sala cirúrgica, RPA, acomodação, impostos e margem não estão incluídos nesta etapa.

Custos operacionais hospitalares

A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.

Referência Evodux
Cada hospital tem o seu custo
Os custos operacionais variam entre hospitais conforme estrutura, porte, produtividade, contratos e tributação. Os valores acima são referência Evodux: cada hospital deve substituir o custo-hora da sala cirúrgica e o percentual de rateio pelos seus custos efetivamente apurados.
Como o custo operacional é calculado
Sala cirúrgica: tempo de sala do caso índice (2,5 h) multiplicado pelo custo-hora de referência (R$ 249,50/h), incluindo sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base. Rateio operacional: 5% sobre o custo total do episódio (custo do procedimento + sala cirúrgica + acomodação), representando de forma simplificada os demais custos operacionais do hospital, sem abertura item a item. Cada custo aparece uma vez; recursos já absorvidos não são recobrados como extra.

Custeio do hospital

Tempos e permanência do caso índice

Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.

Entra no custo só no custeio detalhado (com custo-hora de RPA); no simplificado, a RPA está no rateio e o tempo aparece só na jornada e nos gatilhos

Modo simplificado

Referência simplificada Evodux. Pode ser substituída pelo custeio próprio da instituição.
Inclui sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base
Leito, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral e dieta prescrita

No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.

Resultado do custeio operacional

Acomodação

A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.

Configuração do caso índice
Apartamento standard por até 2 diárias. A versão em enfermaria utiliza o mesmo protocolo assistencial e altera apenas o componente de acomodação.
O que a acomodação inclui
Leito ou quarto, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral da unidade e dieta prescrita. A dieta prescrita está incluída na diária de referência.
Contagem das diárias
Regra-base: 1ª diária = admissão até 24 h; a 2ª diária é aberta após 24 h da admissão e a 3ª após 48 h. A regra pode ser substituída pela convenção contratual da operadora e do hospital.

Composição de preço do procedimento

Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.

Leitura
A diferença entre as configurações decorre apenas da acomodação. Impostos devem refletir a carga efetiva do hospital. Margem de 10% = margem sobre a receita do episódio.

Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .

Precificação do procedimento

Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.

Identificação do procedimento

Base técnica: TUSS 30724058, artroplastia de quadril

Premissas de preço do hospital

Substitua pela carga efetiva do hospital
Sobre a receita
Custos financeiros, inadimplência
Preço do procedimento

Composição do preço

Preço por margem

Posicionamento do preço

Preço de tabela do hospital

Códigos TUSS dos itens

Fórmulas aplicadas

Custo do hospital × referência Evodux

Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.

Estrutura do custo: referência Evodux × hospital

A referência Evodux v2.1 não possui linhas próprias de RPA, CME, equipamentos e overhead: esses custos estão representados de forma simplificada pelo rateio operacional de 5% sobre custo direto, sala cirúrgica e acomodação. Por isso, quando o hospital abre esses centros no modo detalhado, a comparação linha a linha deve ser lida junto com a linha de rateio.

Base dos Benchmarks Evodux

Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.

17instituições hospitalares
212procedimentos comparáveis
12meses de observaçãojul/2025 a jun/2026
Critério de composição
Os episódios são submetidos a critérios de elegibilidade, padronização de escopo e consolidação por instituição antes da formação dos benchmarks.

Como o benchmark é construído

Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.

  1. Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
  2. Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
  3. Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
  4. Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
  5. Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.

Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3

Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.

Base dos benchmarks
Referências de preço para artroplastia total primária unilateral eletiva do quadril, OPME incluída e honorários médicos excluídos. P1, P2 e P3 variam por porte, hotelaria e acreditação. Base Evodux: 17 instituições, 212 procedimentos comparáveis, 12 meses de observação (jul/2025 a jun/2026).

Posição da proposta e do custo do hospital

Critérios dos perfis P1, P2 e P3

A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.

Porte
Complexidade e escala relativa da estrutura hospitalar considerada no benchmark.
Hotelaria
Padrão de acomodação e serviços de hotelaria incorporados à experiência hospitalar.
Acreditação
Nível de acreditação e requisitos de estrutura/processos considerados na classificação.
Como aplicar
P1, P2 e P3 representam perfis hospitalares do mesmo procedimento. P1 corresponde ao perfil de menor estrutura relativa; P2 ao perfil intermediário e referência central; P3 ao perfil de maior estrutura relativa. A classificação resulta da combinação de porte, hotelaria e acreditação, mantendo a mesma configuração técnica do caso índice e a OPME padrão.
Não são percentis
P1, P2 e P3 não representam percentis estatísticos, quartis, multiplicadores ou percentuais sobre o custo do procedimento. São Benchmarks Evodux de preço por perfil hospitalar.

Conta hospitalar atual

Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.

Enviar a conta atual do hospitalEnvie a conta do procedimento em PDF (ou XLSX/CSV). A conta é lida, classificada e cruzada com o protocolo e os custos Evodux. Nome, CPF e demais identificadores do paciente são descartados na leitura.

Ou informe as médias do faturamento

Médias do período analisado

Se em branco: faturado menos glosa
Se em branco: custo hospitalar total do produto
Preservados para rastreabilidade; não integram a análise hospitalar.

Composição média da conta faturada

Em branco: mesma premissa de tributos do pacote da operadora (ou 8,65% Evodux, se não informada)

Análise econômica da operação atual

Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.

Pacote particular do procedimento

Orçamento da artroplastia total do quadril para o paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.

Como o orçamento é montado
Três opções para o paciente, que variam no que ele recebe: acomodação, configuração de OPME, tempo de sala e diárias incluídos. Todas usam os mesmos custos-base do hospital e as mesmas premissas de custo operacional, imposto e margem. A proteção contra intercorrências pode vir das contas reais do hospital. O orçamento sai com as condições do pacote, os preços dos adicionais e as condições de pagamento.

1. Custos-base do hospital

GrupoBase de cálculoCusto unitário (R$)Origem
Taxa de salaCusto-hora da sala cirúrgica
Diária · Apartamento standardCusto da diária
Diária · EnfermariaCusto da diária
Materiais e medicamentosProtocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento
OPME padrãoConfiguração do caso índice
Exames e avaliação antes do procedimentoHospital
O orçamento CPH é exclusivamente hospitalar. Honorários médicos não integram seu preço.

2. Proteção contra intercorrências

Reserva

3. Premissas de preço do hospital

4. Três opções para o paciente

5. Condições de pagamento

Em branco: à vista sem a taxa do cartão

6. Comparação com a conta aberta do hospital

7. Condições do pacote e adicionais

A referência econômica não parametriza a alternativa antiemética de outra classe após falha da profilaxia. O hospital deve confirmar se o protocolo institucional e este orçamento contemplam essa alternativa e seu custo. Esta limitação econômica não orienta nem restringe a conduta assistencial.

Não incluído no pacote

Preço dos adicionais

8. Orçamento para o paciente

9. Projeção

10. Referências de preço particular e de mercado

Fórmulas aplicadas

Análise de conta do procedimento

Transforme contas hospitalares reais da artroplastia total do quadril em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.

Proteção de dados. A análise é centrada no procedimento e no consumo de recursos. Colunas e linhas com nome, CPF, carteirinha, prontuário, data de nascimento e outros identificadores são descartadas na importação. Cada conta recebe um identificador técnico de episódio (EP-001, EP-002...). Os dados permanecem neste navegador e só saem dele se o usuário exportar.

Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT

Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.

Como a leitura funciona

XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.

Pacote proposto pela operadora

Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.

Substitua pela carga efetiva do hospital
Somente hospitalar, sem honorários médicos. Valores legados são preservados no JSON, mas não são somados ao custo.
Preencha após separar documentalmente honorários da proposta global. Em branco, propostas legadas com honorários não geram comparação, receita, resultado ou margem. Os valores originais ficam preservados.
Prazo, antecipação, inadimplência
Em branco: mensal × 12

Conta aberta × pacote

O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.

Volume

Em branco: mensal × 12

Preço, margem e ponto de equilíbrio

O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.

Margem-alvo

Faixa de negociação

Se a proposta original incluía honorários, este valor legado não é comparado. Informe abaixo o componente hospitalar separado.

A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.

Cenários e sensibilidade

Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.

Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador

Risco econômico do pacote

No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.

Variabilidade do custo por episódio

Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.

Preparação para negociação

Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.

Cláusulas a pactuar

Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.

Roteiro de implantação

Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.

01Diagnóstico

Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.

02Custeio

Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.

03Alinhamento clínico

Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.

04Aprovação de protocolo

Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.

05Precificação

Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.

06Parametrização operacional

Atualizar kit do procedimento e OPME padrão, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.

07Piloto

Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.

08Revisão periódica

Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.

Papéis e responsabilidades

ÁreaResponsabilidade na implantação
Direção executivaPatrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante.
Direção técnica / clínicaCoordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional.
Coordenação de ortopediaValida a técnica do procedimento, a configuração de OPME e as justificativas de exceção e reclassificação.
AnestesiologiaValida a técnica anestésica e os recursos anestésicos precificados.
Enfermagem do centro cirúrgico e da internaçãoValida tempos, RPA, rastreabilidade dos componentes da prótese, cuidados com a ferida operatória, mobilização e rotinas de alta.
Farmácia e suprimentosParametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição.
Controladoria e custosInforma custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado.
FaturamentoParametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens.
Qualidade e segurança do pacienteAcompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento.
Relacionamento com operadorasConduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente.

Entregas mínimas da implantação

Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.

Regra de implantação
A alteração de valores econômicos não modifica automaticamente o caso índice, o protocolo, as quantidades, a configuração clínica ou as regras de elegibilidade. Mudanças clínicas, alterações relevantes de OPME e ampliação do escopo devem ser avaliadas separadamente e formalmente aprovadas.

Governança clínica

Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.

Princípio
A configuração do produto é uma referência técnico-econômica do caso índice. Ela não deve ser utilizada como protocolo médico obrigatório nem como justificativa para impedir uma alternativa clinicamente necessária. A decisão de via de acesso, fixação, par tribológico, tamanho e offset dos componentes permanece do cirurgião ortopedista; a técnica anestésica definitiva segue a avaliação individual e o protocolo institucional.
Separação de decisões
Decisão clínica é das áreas assistenciais. Controladoria, faturamento e relacionamento com operadoras apoiam com a leitura econômica, mas não decidem conduta. Indicadores não alteram remuneração automaticamente.

Comitê de governança clínica do protocolo

Composição
Direção técnica (coordenação), coordenação de ortopedia, anestesiologia, fisioterapia, enfermagem do centro cirúrgico e da internação, farmácia, qualidade e segurança do paciente. Controladoria participa como apoio econômico.
Atribuições
Validar a aderência do protocolo; analisar desvios; decidir exceções e reclassificações; aprovar mudanças de protocolo; acompanhar indicadores assistenciais; registrar decisões e responsáveis.
Rito
Reunião de implantação antes do primeiro caso. Acompanhamento mensal nos primeiros meses. Revisão econômico-assistencial trimestral ou conforme o volume. Revisão extraordinária diante de evento adverso relevante.
Registro
Toda decisão gera registro com data, episódio ou tema, decisão, justificativa e responsável. Decisões que alteram o protocolo seguem o fluxo de aprovação de protocolo divergente.

O que a governança clínica acompanha

TemaO que observarOnde no produto
Aderência ao caso índiceEpisódios custeados como artroplastia total primária do quadril que não correspondem ao caso índice (revisão, fratura, bilateral, configuração cimentada).
Aderência ao protocoloUtilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência.
Tempos e permanênciaTempo de sala acima de 2,5 h, recuperação acima de 2 h e permanência acima de 2 diárias.
OPMEDupla mobilidade, par cerâmica em cerâmica, configuração cimentada ou híbrida, componentes de revisão, parafusos além de dois e materiais de reconstrução, com justificativa.
Qualidade e segurançaLuxação, infecção do sítio cirúrgico, fratura periprotética, transfusão, tromboembolismo venoso, reabordagem, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento.

Registro de decisões da governança clínica

Aprovação de protocolo divergente

O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.

Quando se aplica
Sempre que a prática atual do hospital divergir da referência em técnica, recurso, quantidade, OPME, tempo de sala, RPA ou permanência, e o hospital pretender manter essa prática no procedimento que será custeado.

Primeiro, classificar a divergência

Equivalência
Recurso diferente com a mesma função e categoria técnica, sem aumento de custo relevante (por exemplo, marca equivalente de OPME). Registra-se a equivalência; não há novo protocolo.
Protocolo institucional
Diferença de técnica ou recurso com justificativa clínica institucional. Exige protocolo institucional aprovado, versionado e com o custo recalculado.
Fora do caso índice
A divergência muda a população ou a jornada (artroplastia de revisão, fratura do colo femoral, artroplastia bilateral, conversão de artroplastia parcial ou de osteossíntese, UTI programada). Não é mudança de protocolo: o episódio exige o custo de outro procedimento.

Fluxo de aprovação

  1. Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
  2. Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
  3. Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
  4. Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
  5. Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
  6. Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v2.1, com data, alterações realizadas e responsável.
  7. Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
  8. Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Regras da base técnica
Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo. Inclusão de recurso adicional exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação. Mudanças entre modalidades já previstas não abrem exceção automática.

Solicitações de mudança de protocolo

Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.

Protocolo institucional

A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à referência Base técnica Evodux de artroplastia total do quadril v2.1. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.

Identificação da versão

Alterações em relação à referência Evodux

Onde editar

Regra de uso
Toda alteração de protocolo deve passar pela aprovação de protocolo divergente e pela governança clínica antes de ser ativada. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação; atualização de preços não altera o protocolo. A análise de contas continua comparando a utilização real com a referência Evodux.

Indicadores

Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.

Eventos assistenciais do período

Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.

Previsto × realizado

Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.

Dashboards

Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.

Metodologia de precificação Evodux

Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.

  1. Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
  2. Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
  3. Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
  4. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
  5. Consolidação do custo do procedimento.
  6. Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
  7. Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
  8. Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
  9. Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
Base Evodux e regra de customização
Base Evodux: clientes, projetos, protocolos, pacotes e contratos na data-base indicada. Na customização, o hospital pode substituir preços, custos, acomodação, impostos e margem, preservando escopo, quantidades e fórmulas do produto.

A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.

Camada econômica do hospital

  1. Caso índice e premissas clínicas de modelagem (Base técnica Evodux de artroplastia total do quadril v2.1).
  2. Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
  3. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
  4. Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
  5. Custo hospitalar total do episódio.
  6. Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
  7. Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
  8. Contexto de mercado pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
  9. Cenários, variabilidade, risco e volume.
  10. Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.

Fórmulas

GrandezaFórmula
Receita líquidaFaturamento − glosas e ajustes
ResultadoReceita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses
MargemResultado ÷ receita líquida
Preço de equilíbrioCusto ÷ (1 − tributos − outros percentuais incidentes); com glosa esperada g: Custo ÷ [(1 − g) × (1 − tributos − outros)]
Preço para margem-alvoCusto ÷ (1 − tributos − margem − demais percentuais incidentes sobre receita)
Sala cirúrgica no procedimentoTempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60)
RPA no procedimentoTempo de RPA × custo-hora RPA
InternaçãoPermanência × custo paciente-dia
Equipamento[(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento
Referência Evodux simplificada5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação)

Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 30.884,62, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 37.965,11 em apartamento standard.

Proteção de dados

O produto não requer dados de pacientes. Identificadores presentes em arquivos importados são descartados na leitura; o episódio é identificado por código técnico. Os dados informados ficam armazenados no navegador do usuário e só são transferidos quando exportados por ele. Recomenda-se que as contas sejam extraídas do sistema hospitalar já sem identificação do paciente.

Disclaimer e limitações

Premissas, limitações e condições de uso.

Natureza do produto
Referência técnico-econômica do custo do procedimento cirúrgico hospitalar; não constitui indicação de procedimento, prescrição ou protocolo médico obrigatório.
Responsabilidade assistencial
Técnica anestésica, profilaxia antibiótica, prevenção de tromboembolismo, via de acesso, escolha e fixação dos componentes da prótese e demais condutas devem seguir protocolo institucional e julgamento profissional.
Premissas de consumo
As quantidades são premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Base Evodux
Custos e Benchmarks apresentados decorrem da metodologia e da base Evodux na data-base indicada e podem variar por região, porte, contratos, produtividade, tecnologia e tributação.
Customização econômica
O hospital pode substituir preços de medicamentos, materiais, OPME, serviços, acomodação, custos operacionais, impostos e margem pelas suas referências próprias. A substituição deve preservar a rastreabilidade da unidade, quantidade, escopo e fórmula de cálculo.
Custos operacionais
Podem ser substituídos pelos custos efetivamente apurados pelo prestador, preservando os direcionadores e sem duplicidade com itens já incorporados ao custo.
Benchmarks Evodux
P1, P2 e P3 são referências de preço por perfil hospitalar Evodux e não garantem preço, saving, remuneração ou resultado financeiro.
Honorários médicos
Cirurgião ortopedista, auxiliares e anestesiologista permanecem excluídos do preço hospitalar.
Decisão do hospital
O produto fornece informação para decisão. Não recomenda aceitar ou recusar propostas. A análise de contas não conclui sobre adequação assistencial: diferença de utilização é um dado econômico, não um julgamento clínico.

Índice de referências

Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.

CódigoEscopoReferências
A1-A6Protocolo anestésicoASA monitorização básica · ASA jejum pré-operatório 2023 · ICAROS 2019, anestesia na artroplastia · Profilaxia antimicrobiana em cirurgia 2013 · Quarto consenso de náusea e vômito 2020 · ASRA 2025, anestesia regional e antitrombóticos
C1-C2Protocolo do procedimentoKwon 2006, via de acesso e luxação · SHEA/IDSA 2022, prevenção de infecção do sítio cirúrgico
P1-P4Protocolo pós-procedimentoERAS Society 2020, artroplastia de quadril e joelho · PROSPECT 2026, artroplastia total do quadril · ASH 2019, prevenção de tromboembolismo cirúrgico · NICE NG157 2020
Rastreabilidade
As referências completas aparecem no encerramento de cada bloco clínico. Cada fonte está associada às premissas específicas que sustenta, com o nível de acesso conferido. Este índice serve para navegação executiva e não substitui as citações detalhadas.
Controle de versão
Versão 2.1 · data-base out/2026 · próxima atualização: abril de 2027. Versões customizadas devem registrar cliente, data e alterações realizadas, vinculadas à versão 2.1. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo.

Protocolo anestésico

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; aprovado em 1986, última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (padrão de prática da ASA), texto integral conferido. Standard II: avaliação contínua de oxigenação, ventilação, circulação e temperatura em toda anestesia, inclusive anestesia regional e sedação; oximetria, ECG contínuo e pressão arterial ao menos a cada 5 minutos. A monitorização da temperatura é exigida quando houver alteração pretendida, prevista ou suspeita. Norma norte-americana; a referência normativa brasileira (Resolução CFM 2.174/2017) não foi conferida nesta versão. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA, atualização modular por revisão sistemática), texto integral conferido. Sustenta a ingestão de líquido claro com carboidrato até 2 horas antes de procedimento eletivo em adultos saudáveis (recomendação forte, evidência moderada). Não se aplica de forma universal: diabetes, obesidade, gastroparesia, uso de opioide e urgência exigem julgamento clínico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Memtsoudis SG, Cozowicz C, Bekeris J, et al. Anaesthetic care of patients undergoing primary hip and knee arthroplasty: consensus recommendations from the International Consensus on Anaesthesia-Related Outcomes after Surgery group (ICAROS) based on a systematic review and meta-analysis. Br J Anaesth. 2019;123(3):269-287. doi:10.1016/j.bja.2019.05.042. PMID: 31351590.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas baseado em revisão sistemática e metanálise. Sustenta a anestesia neuraxial como técnica principal na artroplastia primária do quadril, na ausência de contraindicação (recomendação forte, evidência baixa a moderada). Conteúdo conferido por fonte secundária e metadados; texto integral não acessado nesta versão. Não define o anestésico local, a dose nem o tipo de sedação. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31351590/
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA), texto integral conferido. Tabela 2: cefazolina recomendada na artroplastia total (força de evidência A). Tabela 1: 2 g para adulto, 3 g a partir de 120 kg; início até 60 minutos antes da incisão; redose em 4 horas ou com perda sanguínea acima de 1.500 mL; dose única ou duração inferior a 24 horas. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Gan TJ, Jin Z, Ayad S, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. PMID: 41237407. Publicação online: 14 de novembro de 2025.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas atualizado. Metadados e trechos públicos do resumo executivo consultados; suplemento integral não acessado. Orienta avaliação de risco, mitigação e profilaxia multimodal de náusea e vômito. Na falha da profilaxia, o resgate deve utilizar classe farmacológica diferente das já administradas. Seleção, dose e momento seguem avaliação anestésica e protocolo institucional. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41237407/
A6
Kopp SL, Vandermeulen E, McBane RD, Perlas A, Leffert L, Horlocker T. Regional anesthesia in the patient receiving antithrombotic or thrombolytic therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine Evidence-Based Guidelines (fifth edition). Reg Anesth Pain Med. 2025:rapm-2024-105766. doi:10.1136/rapm-2024-105766. PMID: 39880411.
Aplicação: Tipo: diretriz baseada em evidências (ASRA), quinta edição, que substitui a de 2018. Conferido pelo resumo e por fonte secundária da ASRA: intervalos conservadores entre anticoagulante e bloqueio neuraxial, com doses descritas como baixa ou alta. O intervalo entre a punção e a primeira dose pós-operatória de rivaroxabana não foi conferido no texto integral e deve ser definido pelo responsável técnico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39880411/

Protocolo do procedimento

C1
Kwon MS, Kuskowski M, Mulhall KJ, Macaulay W, Brown TE, Saleh KJ. Does surgical approach affect total hip arthroplasty dislocation rates? Clin Orthop Relat Res. 2006;447:34-38. doi:10.1097/01.blo.0000218746.84494.df. PMID: 16741471.
Aplicação: Tipo: metanálise de estudos comparativos, conferida pelo resumo. Na via posterior, o reparo das partes moles associou-se a menor taxa de luxação (cerca de 0,49% com reparo e 4,46% sem reparo); com reparo, as taxas foram semelhantes às das vias anterolateral e lateral direta. Não estabelece superioridade da via posterior nem técnica ou fio de reparo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16741471/
C2
Calderwood MS, Anderson DJ, Bratzler DW, et al. Strategies to prevent surgical site infections in acute-care hospitals: 2022 update. Infect Control Hosp Epidemiol. 2023;44(5):695-720. doi:10.1017/ice.2023.67. PMID: 37137483.
Aplicação: Tipo: compêndio de recomendações de sociedades (SHEA, IDSA, APIC e outras), texto integral conferido. Práticas essenciais: interromper o antibiótico profilático após o fechamento; cefazolina 2 g até 120 kg e 3 g acima de 120 kg; descolonização de S. aureus antes de cirurgia ortopédica; remover pelos só quando necessário, fora da sala, com tricotomizador; antissepsia da pele com antisséptico em base alcoólica; manter normotermia perioperatória. Não exige um antisséptico específico. www.cambridge.org/core/journals/infection-control-and-hospital-epidemiology/article/strategies-to-prevent-surgical-site-infections-in-acutecare-hospitals-2022-update/2F824B9ADD6066B29F89C8A2A127A9DC

Protocolo pós-procedimento

P1
Wainwright TW, Gill M, McDonald DA, et al. Consensus statement for perioperative care in total hip replacement and total knee replacement surgery: Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) Society recommendations. Acta Orthop. 2020;91(1):3-19. doi:10.1080/17453674.2019.1683790. PMID: 31663402. Corrigendum: Wainwright TW, et al. Acta Orthop. 2020;91(3):363. doi:10.1080/17453674.2020.1724674.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com graduação GRADE (sociedade ERAS), texto integral conferido. Sustenta ácido tranexâmico para reduzir perda sanguínea e transfusão; profilaxia multimodal de náusea e vômito; analgesia multimodal com paracetamol e anti-inflamatório de rotina; fluidoterapia sem hiper ou hipo-hidratação e via oral precoce; normotermia por pré-aquecimento e aquecimento ativo intraoperatório (o corrigendum de 2020 retirou do texto original a não recomendação do aquecimento por ar forçado, que segue citado entre os métodos de conservação da temperatura); ausência de dreno de rotina; tromboprofilaxia mecânica e ou farmacológica conforme política local; mobilização o mais cedo possível; alta por critérios funcionais definidos pela equipe. Não define número de diárias nem exames pós-operatórios. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31663402/ · corrigendum: actaorthop.org/actao/article/download/1090/1376
P2
Carella M, Bugada D, Van de Velde M, et al.; PROSPECT Working Group of the European Society of Regional Anaesthesia and Pain Therapy. PROSPECT guideline for total hip arthroplasty: updated systematic review and procedure-specific postoperative pain management recommendations. Anaesthesia. 2026 (publicação online em 20 de julho de 2026). doi:10.1111/anae.70299. PMID: 42473710.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com recomendações procedimento-específicas (PROSPECT/ESRA), texto integral conferido; atualiza a diretriz de 2021 (Anaesthesia. 2021;76(8):1082-1097; PMID: 34015859). Sustenta paracetamol e anti-inflamatório não esteroidal ou inibidor de COX-2 em horário fixo, dexametasona venosa em dose única de até 10 mg e opioide somente como resgate. Recomenda também bloqueio da fáscia ilíaca supra-inguinal ou PENG e considera a infiltração local, não incluídos na configuração precificada. Não menciona dipirona. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42473710/
P3
Anderson DR, Morgano GP, Bennett C, et al. American Society of Hematology 2019 guidelines for management of venous thromboembolism: prevention of venous thromboembolism in surgical hospitalized patients. Blood Adv. 2019;3(23):3898-3944. doi:10.1182/bloodadvances.2019000975. PMID: 31794602.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASH, GRADE), conferida pelo resumo. Na artroplastia do quadril e do joelho, recomendações condicionais a favor de aspirina ou anticoagulante, incluindo anticoagulante oral direto. Preferência entre fármacos, associação com profilaxia mecânica e duração não foram conferidas no texto integral; a dose de 10 mg da rivaroxabana não vem desta diretriz. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31794602/
P4
National Institute for Health and Care Excellence. Joint replacement (primary): hip, knee and shoulder. NICE guideline NG157. London: NICE; 4 de junho de 2020 (alteração menor em dezembro de 2024).
Aplicação: Tipo: diretriz nacional (NICE), texto integral conferido. Recomendação 1.4.1: ácido tranexâmico venoso na artroplastia do quadril, com dose tópica associada quando não houver insuficiência renal (total de até 3 g); não fixa a dose venosa em gramas. Recomendação 1.8.1: considerar via posterior ou anterolateral. Recomendação 1.10.1: iniciar a reabilitação no dia da cirurgia, se possível, e no máximo em 24 horas. A recomendação 1.3.1 associa a anestesia, regional ou geral, à infiltração local, não incluída na configuração precificada. www.nice.org.uk/guidance/ng157

Cenários salvos

Guarde versões da análise para comparar, duplicar, editar e restaurar: referência Evodux, cenário hospital, conta atual, negociação, contraproposta, contratado, previsto e realizado.

Esta leitura recalcula as métricas no escopo hospitalar, preservando a referência de cada cenário. Os valores e métricas históricos originais permanecem no JSON; propostas globais com honorários exigem separação antes da comparação.

Rastreabilidade

Cada indicador com o dado de origem, a fonte, a premissa, a fórmula e o resultado. Nenhum dado ausente é tratado como zero sem aviso.

EVX-ORT-ATQ-01-CPH v2.1, revisão 4 (correções funcionais locais de 29/10/2026; preserva a base clínica e os preços privados. Inclui correções do parecer externo de 26/10/2026 sobre a v2.0, da revisão independente e da reauditoria externa da v2.1 quanto ao ATQ-F10) gerado a partir do modelo CPH revisado em 22/10/2026. Não representa validação clínica nem integração concluída.